quarta-feira, 14 de novembro de 2007

6ª feira, o dia agendado

A 6ª feira é agora um dia especial. Está agendado um treino físico e/ou técnico para quem quiser assistir ou participar.
Todas as semanas, à 6ª feira pelas 18h, os
traceurs deverão encontra-se na saída do metro de Telheiras, ficaremos no local a aquecer ate às 19h e por essa altura iremos rodar os vários spots em telheiras.
Na minha opinião este treino agendado é produtivo para quem tem duvidas sobre o
Parkour e métodos de treino, bem como para quem tem algo novo para mostrar (métodos de treino, exercícios, etc...).
Espero encontra-vos todas as semanas.

Apareçam.

domingo, 16 de setembro de 2007

Bom tempo?

Está mais que visto que na época em que o calor abunda e a chuva quase não existe, mais traceurs saem à rua, praticam parkour durante uns meses, e depois retraem- se na época de chuva.

Não percebo o porquê de não se treinar à chuva. Será porque é mais dificil, incomodativo e perigoso?

Na realidade é bastante diferente um treino à chuva, mas não é menos produtivo. Os treinos em pavimento molhado são menos práticos, mas também são extremamente técnicos e úteis, visto que aumentam significativamente o sentido de responsabilidade.

Um traceur tem de estar preparado para qualquer situação, e a chuva é apenas mais uma.


Playground


Onde podemos praticar parkour?

Eu sempre pratiquei, e pensei que parkour era e é praticável em qualquer lado e situação.

Ontem estava a treinar e fui abordado por dois jovens que andavam à procura dos “spots que vemos nos videos de telheiras”. Achei normal, no entanto também reparei que os traceurs, especialmente os mais novos, tendem em limitar a prática desta modalidade aos sitios conhecidos. É frequente encontrar traceurs à procura da parede -y ou do muro –x, mesmo que se encontrem num local que por vezes é ainda mais propício à prática do que os locais que procuram. O grande erro não é a falta de visão, que por sua vez é fruto da falta de experiência; é de facto tentarem imitar algo feito e não inovar.É óbvio que é importante (até por uma questão pessoal) imitarmos algo já feito em determinado local, no entanto se não encontrarmos essa mesmo local, nada nos impede de praticar noutro sitio.

Parkour é o movimento, a expressão, a liberdade. É a capacidade de cada um em cada local. Se estás em campo aberto, corres; se tens obstáculos, saltas; e se tens água, nadas. O mundo é o nosso playground.

Focus


Todos temos dificuldades.

O primeiro passo é saber quais são, o motivo e como as ultrapassaremos. Muitos pensam que basta saltar para ultrapassar uma dificuldade.Pois bem, isso é apenas deixá- la para trás. Temos de nos concentrar, fazer devagar, observar o nosso corpo, a nossa expressão, bem como os pontos do corpo mais afectados, de modo a anular futuras lesões.Só assim poderemos ultrapassar quaisquer obstáculos definitivamente.

Vejo, com muita pena minha, muitos “ traceurs” com uma extrema falta de cuidado, de concentração, e pior ainda, falta de respeito pelo seu próprio corpo. Vejo- os a tentar movimentos a distâncias gigantes, mesmo quando não os dominam a curtas distâncias.

Nestas situações, muita gente pede ajuda, não para os ensinarem, mas para servirem de “rede de segurança”, ao que eu digo: “Está mal!” Então e porquê? Está mal porque quando esforcamos o nosso corpo desta maneira não estamos a ultrapassar obstáculos nem medos, mas sim apenas a estargar o corpo, pondo em risco não só a nossa integridade física, mas também a dos que nos estão a ajudar. Nestas situações aconselho vivamente ao treino em situações parecidas, mas mais acessiveis ao corpo de cada “traceur”. Só assim poderão usufruir de um melhoramento técnico progressivo e consistente.

Quando me encontro com novos traceurs e traceurs mais experientes, observo frequentemente uma péssima atitude por parte dos mais novatos. Encaram cada obstáculo já transposto pelos mais experientes com atitudes do género : “ Se ele conseguiu eu também consigo!”, em vez de os encararem de uma maneira mais responsável, e pensarem que se treinarem, poderão ultrapassar os obstáculos tão bem ou ainda melhor que os mais experientes.

Aqui fica um conselho e um incentivo ao treino e à evolução consistente de todos os traceurs. Novatos ou não.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Treinos

Há quem treine para ver se aprefeiçoa, no entanto o correcto é treinar para aprefeiçoar. A diferença entre uma e outra é apenas a maneira como se encara cada treino. Temos de treinar conscientes dos nossos erros de modo a mudar e melhorar cada técnica, em vez de treinarmos na esperança de que o treino nos melhore.

Como treinar?

Aquecimento de todas as articulações e músculos. Porquê? Porque o parkour não é um mero desporto ou modalidade só para nos distrairmos, é uma modalidade fisicamente completa exercitando todos os grupos músculares. Uma falha no aquecimento pode gerar graves danos a curto ou longo prazo.

O treino técnico é o passo seguinte ao aquecimento; melhorar os apoios de pés e mãos bem como a nossa expressão corporal de modo a obter uma maior fluídez executando cada movimento de uma maneira natural.

É na fase seguinte à técnica que podemos experimentar algo novo ou puxar um bocado mais pelo corpo, pois já estamos quentes e habituados à técnica.

De seguida, é uma boa altura para fazer exercícios de força ou flexibilidade. Esta parte do treino é feita alternadamente por cada treino regular. Nunca devemos treinar flexibilidade e força no mesmo treino.

Por último, não devemos esquecer os alongamentos, importantes na manutenção do corpo e na máxima rentabilidade de cada treino.

Geralmente quem começa a treinar fica perdido a meio do treino, sem saber o que fazer a seguir. Não há problema, primeiro tenta treinar com alguém mais experiente e se por acaso isso não for possivel treina com calma e com responsabilidade, os exercícios irão surgir na tua cabeça à medida que vais avançando no treino.

Existem diferenças entre treinar sozinho e acompanhado, mas quais são?

Existem muitas diferenças, mas não quer dizer que uma seja melhor que a outra, são apenas diferentes. Por exemplo, quando estás sozinho é sempre mais difícil tentares ou conseguires algo novo mas é um óptimo treino para a tua cabeça. És capaz independentemente de quem te rodeie, no entanto quando tens um incentivo de alguém já sabes que facilmente tentas, mas também tens de ter a noção de que não dominas a técnica ou o movimento. Em ambos os casos terás de repetir o movimento, e mais importante ainda é treinares o movimento repetindo-o e sequenciando-o.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Dinamismo

É verdade, eu consigo, mas o quê?

Tento, faço e consigo, não há movimento no parkour que não consiga fazer, porem isso não faz de mim um bom traceur, falta-me muito e muito treino, falta-me encadear os movimentos, sequencia-los de uma maneira fluída por entre cada um dos obstáculos.

Vejo muitos traceurs a treinar comigo, muitos deles considerados os “melhores de portugal” mas serão eles bons traceurs? Se tivermos em conta os factores tempo de treino e nivel de parkour, sim, são bons, no entanto não partilho da mesma opinião em termos gerais. Pois o dinamismo não faz nem nunca fez parte do nosso treino. Colocamos palas nos olhos e só olhamos em frente, só fazemos aquele saut de brás ou aquela précision. ESTÁ MAL!

Considero a repetição extremamente importante, não a repetição do movimento em si, mas sim a repetição dos movimentos alternado-os de modo a não nos prendermos a situações. É um erro achamos que vamos bem no treino, pois há sempre uma via melhor, com mais consistencia. Temos de treinar sem nunca acharmos que estamos no bom caminho, é uma maneira de treinarmos cada vez mais e melhor. O mais bonito raramente é o mais útil.

Dinamismo é uma palavra chave, o importante não é fazer, isso é facil, o importante é fazer bem em qualquer situação, obstáculo, altura ou sequência .

Não se prendam, não se deixem prender, questionem, se vos dizem para fazerem isto ou aquilo perguntem o porquê, tudo tem um motivo bem como uma explicação, procurem varias opniões e obtenham a vossa.

domingo, 8 de julho de 2007

Precisão

A precisão dos teus olhos é algo que é mais dificil de treinar do que as dos teus pés.
Mais uma vez apelo ao treino, a força, o controlo, a visão... Olho para um muro, lá está ele, pronto para receber os meus pés, a hesitação é alguma, estou apreensivo pois a distancia é de 10 pés, o meu maximo por enquanto, salto e com precisão aterro do outro lado. Depois da lesão devido a falta de treino comecei de novo, agachamentos, precisões de 6, 7 ou 8 passos começaram a fazer parte da minha rotina, treinei não so os joelhos como toda a coordenação do meu corpo. O medo continua, sei que consigo mas os meus olhos enviam imagens de uma distancia maior do que na realidade é, dai ser mais dificil de os treinar. É a habituação e a repetição que tornam a mente forte. A insanidade de alguns é a falta de treino, podes saltar, podes conseguir, mas será que que na realidade dominas??