quinta-feira, 17 de abril de 2008

Um novo olhar


Pois bem, já passaram cerca de 3 anos desde que me iniciei no mundo do Parkour, e depois da minha lesão -algo que considero um grande marco o meu percurso de traceur- mudei novamente o olhar.
O treino técnico aproximou-me dos obstáculos. Já estão mais perto; a pedra, o ferro, e a madeira estão mais suaves. Terá a cidade amolecido? Não me parece, o que me leva a crer que o meu treino tem sido produtivo. As precisões de 7 e 8 pés já la vão e a melhoria da minha performance é algo que me deixa feliz, mas não realizado, pois considero que ainda tenho um longo caminho pela frente e muitas horas para o percorrer.
À medida que evoluímos vamos vendo o mundo com outros olhos e mudando as nossas maneiras, técnicas e treinos, melhorando-os. E é exactamente o que me vai acontecendo, por isso nunca me dou como certo. Tenho a certeza de que daqui a uns meses irei escrever algo que conteste e/ou melhore o que estou a escrever agora.

Don't worry, jump happy!

sábado, 12 de abril de 2008

Após uma longa ausência.


Depois de tanto tempo sem escrever mas continuando o meu treino, posso agora descrever as várias diferenças na minha pessoa.
Já passaram alguns meses desde que comecei o meu treino metódico, meticuloso e conciso. Deixei de treinar os abusos, como vulgarmente são conhecidos os movimentos mais arriscados e espectaculares, e parti para o treino técnico.
Diferenças?! Sim, há bastantes. Estou muito mais forte, mais rápido, mais ágil, mais preciso e mais técnico.
Os treinos que tinha eram á base de abusos, treinos que resultaram nas famosas lesões. Desde que comecei o novo método de treinos, a evolução é mais lenta mas muito mais consistente.
Se não faço abusos? Às vezes sim, e porque não? Todos temos de estar conscientes dos nosso nível e para isso é preciso exceder o limite. Porém, isso não é o treino, mas sim o fruto de um treino conciso.
Aconselho os traceurs a olharem para o futuro, a aprenderem a treinar de modo a prevenir lesões, pois um lesionado não é mais rápido, não é mais forte, não é mais ágil e acima de tudo, não é mais útil. Com calma, esforço e trabalho todos chegamos lá. Não digo que não seja uma seca mas já a minha avó dizia: " O que tem de ser tem muita força.", e eu espero, desta maneira, incentivar toda a gente- traceurs ou não- à prática do desporto de uma maneira virtuosa e responsável.

4ª Feira, mais um dia especial.

Depois da óptima adesão ao dia de treino semanal (6ªfeira) resolvi acrescentar mais um dia de treino por semana. Este novo dia de treino será à 4ª feira e o local de encontro tal como as horas serão os mesmos.
Resumindo, a partir de agora os treinos semanais assistidos serão às 4ªs e 6ªs feiras das 18h às 20h e o ponto de encontro será na entrada do metro de telheiras, excepto em caso de mau tempo, que dará lugar a um treino nas famosas garagens de telheiras.
Para mais informações poderão visitar o site www.parkourtelheiras.info

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

6ª feira, o dia agendado

A 6ª feira é agora um dia especial. Está agendado um treino físico e/ou técnico para quem quiser assistir ou participar.
Todas as semanas, à 6ª feira pelas 18h, os
traceurs deverão encontra-se na saída do metro de Telheiras, ficaremos no local a aquecer ate às 19h e por essa altura iremos rodar os vários spots em telheiras.
Na minha opinião este treino agendado é produtivo para quem tem duvidas sobre o
Parkour e métodos de treino, bem como para quem tem algo novo para mostrar (métodos de treino, exercícios, etc...).
Espero encontra-vos todas as semanas.

Apareçam.

domingo, 16 de setembro de 2007

Bom tempo?

Está mais que visto que na época em que o calor abunda e a chuva quase não existe, mais traceurs saem à rua, praticam parkour durante uns meses, e depois retraem- se na época de chuva.

Não percebo o porquê de não se treinar à chuva. Será porque é mais dificil, incomodativo e perigoso?

Na realidade é bastante diferente um treino à chuva, mas não é menos produtivo. Os treinos em pavimento molhado são menos práticos, mas também são extremamente técnicos e úteis, visto que aumentam significativamente o sentido de responsabilidade.

Um traceur tem de estar preparado para qualquer situação, e a chuva é apenas mais uma.


Playground


Onde podemos praticar parkour?

Eu sempre pratiquei, e pensei que parkour era e é praticável em qualquer lado e situação.

Ontem estava a treinar e fui abordado por dois jovens que andavam à procura dos “spots que vemos nos videos de telheiras”. Achei normal, no entanto também reparei que os traceurs, especialmente os mais novos, tendem em limitar a prática desta modalidade aos sitios conhecidos. É frequente encontrar traceurs à procura da parede -y ou do muro –x, mesmo que se encontrem num local que por vezes é ainda mais propício à prática do que os locais que procuram. O grande erro não é a falta de visão, que por sua vez é fruto da falta de experiência; é de facto tentarem imitar algo feito e não inovar.É óbvio que é importante (até por uma questão pessoal) imitarmos algo já feito em determinado local, no entanto se não encontrarmos essa mesmo local, nada nos impede de praticar noutro sitio.

Parkour é o movimento, a expressão, a liberdade. É a capacidade de cada um em cada local. Se estás em campo aberto, corres; se tens obstáculos, saltas; e se tens água, nadas. O mundo é o nosso playground.

Focus


Todos temos dificuldades.

O primeiro passo é saber quais são, o motivo e como as ultrapassaremos. Muitos pensam que basta saltar para ultrapassar uma dificuldade.Pois bem, isso é apenas deixá- la para trás. Temos de nos concentrar, fazer devagar, observar o nosso corpo, a nossa expressão, bem como os pontos do corpo mais afectados, de modo a anular futuras lesões.Só assim poderemos ultrapassar quaisquer obstáculos definitivamente.

Vejo, com muita pena minha, muitos “ traceurs” com uma extrema falta de cuidado, de concentração, e pior ainda, falta de respeito pelo seu próprio corpo. Vejo- os a tentar movimentos a distâncias gigantes, mesmo quando não os dominam a curtas distâncias.

Nestas situações, muita gente pede ajuda, não para os ensinarem, mas para servirem de “rede de segurança”, ao que eu digo: “Está mal!” Então e porquê? Está mal porque quando esforcamos o nosso corpo desta maneira não estamos a ultrapassar obstáculos nem medos, mas sim apenas a estargar o corpo, pondo em risco não só a nossa integridade física, mas também a dos que nos estão a ajudar. Nestas situações aconselho vivamente ao treino em situações parecidas, mas mais acessiveis ao corpo de cada “traceur”. Só assim poderão usufruir de um melhoramento técnico progressivo e consistente.

Quando me encontro com novos traceurs e traceurs mais experientes, observo frequentemente uma péssima atitude por parte dos mais novatos. Encaram cada obstáculo já transposto pelos mais experientes com atitudes do género : “ Se ele conseguiu eu também consigo!”, em vez de os encararem de uma maneira mais responsável, e pensarem que se treinarem, poderão ultrapassar os obstáculos tão bem ou ainda melhor que os mais experientes.

Aqui fica um conselho e um incentivo ao treino e à evolução consistente de todos os traceurs. Novatos ou não.